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Várias pessoas
que escrevem perguntam como fazer para comprar um Opala em boas condições.
Trocando informações e dicas, consultando amigos, mecânicos e publicações
especializadas, preparei o texto abaixo que pode ajudá-lo na hora
de comprar o tão sonhado Opalão...
Aspectos de Mercado:
Muitos dizem que não vale mais a pena comprar um Opala por este já
não estar sendo mais fabricado pela General Motors. É claro que um
automóvel fora de linha tem seu valor de revenda reduzido em relação
aos concorrentes que ainda estão em produção.
Normalmente, os Opalas 1991 e 1992 são os mais cobiçados, por oferecerem
maior conforto e visual externo mais agradável. Também é mais fácil
encontrar modelos desses anos ostentando conservação exemplar. O Opala
teve, nos últimos anos de produção uma clientela restrita, basicamente
de empresários, pessoas acima da faixa dos 40 anos, bem sucedida e
a procura de um automóvel potente e confiável, porém discreto e confortável.
Portanto, tais modelos são 'estimados' por muitos proprietários de
tal forma que o número de unidades de tais modelos a venda é pequeno.
Como qualquer outro carro, sugiro que se procure bastante e não haja
pressa ao fechar um negócio.
Motor-mecânica:
Normalmente, quando bem tratados, os motores Chevrolet 151 e 250 (polegadas
cúbicas, 2.5 e 4.1 litros, quatro e seis cilindros respectivamente)
tem um período de vida útil elevado, com grande quilometragem. Verifica-se,
principalmente em táxis e rádio-táxis que os motores quatro cilindros
são capazes de rodar até 1.000.000 de quilômetros sem uma retífica
maior. É claro que o modo de condução do motorista, a periodicidade
de troca e qualidade do óleo e exigências feitas ao carro contam,
porém o motor quatro cilindros é muito resistente. O mesmo pode-se
dizer em relação ao seis cilindros, porém ele está mais sujeito a
vibrações contorcionais por ser um motor mais longo. Por ter seis
cilindros e polia harmônica, é um motor extremamente estável em marcha
lenta, não apresentando as vibrações tradicionais dos motores quatro
cilindros. Todos os motores são feitos de aço, tem regime de rotação
baixo e caracterizam-se pelo elevado torque, devido a litragem e diâmetro
dos cilindros.
Defeitos Comuns:
Ao adquirir um Opala, verifique os barulhos normais, ao ligar o motor
frio. Normalmente, os Opalas tem problemas com tuchos hidráulicos,
que demoram a carregar. Assim o motor 'bate' por alguns segundos,
porém os ruídos cessam em seguida. Certifique-se que o ruído não é
proveniente da parte inferior. Motores com maior quilometragem podem
ter problemas com comando de válvulas e varetas, além dos tuchos e
válvulas. Normalmente, tais reparos são de custo baixo. Verifique
trancos na transmissão e os estado das cruzetas e batidas fortes no
assoalho. Verifique se existem 'roncos' (rolamentos) na caixa de marchas
e se vaza óleo pelo retentor traseiro. Normalmente vaza um pouco de
óleo pelo diferencial. Verifique se existe muita folga nas chavetas
dos semi-eixos traseiros, sacudindo as rodas traseiras com o veículo
levantado.
Na suspensão, verifique as borrachas em geral. Normalmente as borrachas
dos braços tensores e do quadro são mais prejudicadas. Verifique as
balanças em relação ao estado das buchas e batidas na parte inferior,
bem como os pivôs e conjunto barra-terminais de direção. As direções
hidráulicas tem um certa propensão a vazar, principalmente pelo retentor
inferior. Tal reparo é mais oneroso, porém pode-se adiar por algum
tempo. ATENÇÃO: Verifique as travessas de suspensão e batentes da
carroceria em relação a soldas e descolamentos. Diferenças grandes
podem ser notadas também na pequena fenda entre as portas dianteiras
e pára-lama, caso haja rachaduras no quadro de suspensão, mal consertadas
ou não consertadas, abrindo cada vez mais.
Carroceria-lataria:
Em vários modelos, podemos identificar focos de corrosão fortes na
parte superior dos paralamas traseiros, logo abaixo das portas e na
parte inferior, abaixo das polainas dos pára-choques traseiros. Cuidado
com pontos de corrosão em baixo das borrachas do vidros, principalmente
o traseiro e embaixo e dentro das caixas de lanterna traseiras. Verifique
as saias dianterias em relação a batidas e corrosão. Verifique as
caixas de ar e curvões na dianteira. Verifique em volta do tanque
de combustível. Lugares com mais umidade, como na parte inferior das
portas, costumam criar problemas com corrosão. Com o aperfeiçoamento
nos métodos de proteção da chapa e pintura, por parte da GM, tais
problemas amenizam-se muitos nos modelos 1991 e 1992. Porém, dependendo
do estado mecânico do carro e preço, avalie se não vale a pena arcar
uma lanternagem (funilaria) e pintura.
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Vamos ilustrar algumas dicas:

Longarinas
Veja o local onde costumam rachar as longarinas do Opala. Normalmente
essa rachadura é causada pelo hábito do
motorista de esterçar a direção com o
carro completamente parado, além de
rebaixamento de suspensão, que já é agredida
naturalmente pelos buracos em nossas vias.
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