SISTEMA DE IGNIÇÃO

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SISTEMA DE IGNIÇÃO

Mensagempor sapao » Qua, 30 Ago 2006 10:11 pm

O sistema de ignição, junto com o motor de partida, tem por fim fornecer aos cilindros as centelhas para combustão da mistura ar-gasolina. Seus componentes básicos são os seguintes: BATERIA...ALTERNADOR, que são as fontes de energia elétrica, a BOBINA...DISTRIBUIDOR...VELAS...CHAVE DE IGNIÇÃO... CABOS e FIOS de LIGAÇÃO. BOBINA - A bobina é um transformador constituído de dois enrolamentos feitos em torno de um núcleo de ferro doce laminado. Um dos enrolamentos, o PRIMÁRIO é formado de poucas espiras de fio de grosso calibre, enquanto que o outro, chamado SECUNDÁRIO, enrolado mais próximo do núcleo é constituído de milhares de aspiras de fio de pequeno calibre. Umas das extremidades do primário liga-se à bateria, fonte de alimentação e a outra ao platinado móvel do distribuidor, através de uma ligação na parte externa e lateral do corpo do distribuidor. Uma das extremidades do SECUNDÁRIO, liga-se internamente a extremidade do PRIMÁRIO ligada ao platinado móvel e a outra, por meio de um cabo de alta tensão, encaixa-se ao centro da tampa do distribuidor, onde vai fazer contato com uma escova de carvão, que por sua vez, vai levar a corrente a lâmina do rotor. A bobina, em combinação com os platinados e o condensador, eleva a voltagem da bateria que é apenas 12 volts, para 15 a 20.000 volts, que é a voltagem necessária para produção das centelhas entre os eletrodos das velas. DISTRIBUIDOR - O distribuidor, como diz o nome, não só distribui a corrente para cada vela, como também incorpora e abriga outros dispositivos e pertences do sistema.Seua principais elementos são os seguintes. TAMPA - Parte superior, onde se encontram os alojamentos dos cabos de velas e o alojamento central, que recebe o cabo de alta tensão da bobina. Dentro dos alojamentos encontram-se terminais metálicos, que se prolongam por dentro da tampa. No terminal central há uma escova de carvão. A tampa é presa ao corpo do distribuidor por parafusos. CORPO DO DISTRIBUIDOR - O corpo abriga os diversos elementos do sistema, como se segue. PLATINADOS - São dois contatos elétricos, feitos a base de tungsteno (antigamente de platina), um fixo "bigorna" e outro móvel "martelo". Um e ligado a "massa" e o outro a uma extremidade do enrolamento primário da bobina, através do terminal lateral. No CHEVROLET OPALA, os dois platinados são montados em uma peça denominada "prato fixo do ruptor", também conhecida como mesa do distribuidor, que suporta também o condensador. A função do ruptor é ligar e interromper a corrente primária, transformando-a em corrente pulsativa, para que a voltagem possa ser elevada, baseada no princípio eletromagnético dos transformadores. EXCÊNTRICO - É a parte superior da árvore, que atua sobre os platinados. possui tantos lóbulos quantos são os cilindros e em seu movimento rotativo, impulsionando pela árvore do distribuidor, liga e desliga os platinados. Na ponta do excêntrico, também chamado "eixo de cames", encaixa-se o rotor. ROTOR "escova rotativa" - O rotor é feito de material plástico e possui uma lâmina metálica em sua maior parte superior. A lâmina, na extremidade junto ao centro do rotor, faz contato com a escova de carvão do centro do rotor, faz contato com a escova de carvão do centro da tampa, enquanto a outra extremidade gira a distância mínima dos terminais da tampa, fazendo o papel de ponta rotativa. ÁRVORE DO DISTRIBUIDOR - É a peça que, receendo movimento da árvore de comando de válvulas por uma engrenagem, aciona o excêntrico, rotor e o avanço automático. VELA DE IGNIÇÃO - A vela de ignição e constituída essencialmente de dois eletrodos por um isolante de material semelhante a louça, sendo o conjunto protegido por um estojo de ferro roscado em sua parte externa. Um dos eletrodos, o "massa" é preso a carcaça do estojo enquanto o outro, que atravessa todo o corpo da vela é ligado ao terminal da tampa do distribuidor pelo cabo da vela. FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE IGNIÇÃO - Quando a árvore do distribuidor gira, impulsionada pela árvore de comando, o excêntrico, atuando sobre os platinados, liga-os e desliga-os. Quando os platinados estão ligados, uma corrente flui no circuito primário: bateria...chave de ignição, enrolamento primário, platinados e "massa" (lembremos que um dos platinados, o fixo é ligado a "massa"). Quando os platinados se separam, a corrente primária de baixa tensão é interrompida. Em virtude de uma propriedade eletromagnética, cria-se enrolamento secundário da bobina (que possui milhares de espiras), uma corrente de alta tensão. Essa corrente de alta tensão é enviada ao centro da tampa do distribuidor, onde se encontra a escova, que faz contato com a lâmina do rotor. Seguindo pela lâmina, a corrente salta para o terminal interno da tampa, onde se aloja o cabo da vela. A corrente segue pelo cabo da vela e pelo eletrodo central desta até a ponta do eletrodo, já dentro da câmara de combustão. Daí a corrente "salta" sob a forma de centelha para o eletrodo lateral, ligado a "massa" e completa-se o circuito, já que um dos polos da bateria também é ligado a "massa". A centelha que então se forma, inflama a mistura já comprimida na câmara de combustão. A montagem do rotor na ponta do excêntrico é feita de tal modo que quando os platinados se separam e tem origem a corrente de alta tensão, o rotor já esta apontado para o terminal da vela na tampa. AVANÇO DE INFLAMAÇÃO OU IGNIÇÃO - O avanço de ignição é um adiantameto que se verifica na formação da centelha em relação ao ponto morto superior por um motivo facilmente explicável: entre o momento em que se produz a centelha na vela e tem início a queima da mistura e o término da combustão decorre um certo espaço de tempo, embora extremamente curto...1 a 3 milésimos de segundo. Quando a velocidade de rotação do motor é pequena, o deslocamento do êmbolo também se faz a pouca velocidade, de modo que a centelha ocorre no ponto morto alto ou pouco antes e assim a pressão máxima é aproveitada, pois encontra o êmbolo no PMS. Mas quando a velocidade de rotação do motor aumenta e com ela, a velocidade de deslocamento do êmbolo, se a centelha se produzisse no ponto morto superior, quando ocorresse a pressão máxima no cilindro, o êmbolo já teria descido um pouco e com isso se perderia apreciável quantidade de energia. Assim, em velocidades superiores a marcha-lenta é necessário que a cetelha ocorra um pouco antes do êmbolo ter atigido o ponto morto superior em seu curso de compressão, de modo que ao se completar a combustão, ele esteja na posição ideal para receber toda a pressão resultante da combustão. O avanço da ignição é diretamente proporcional a velocidade até um ponto determinado em que se mantém constante. Nos automóveis antigos, o avanço de inflamação era controlado manualmente por uma alvanca situada abaixo do volante. Já há muito tal sistema foi substituído pelo avanço automático, do qual existem dois tipos: CENTRÍFUGO E A VÁCUO. O avanço centrífugo faz variar a posição do excêntrico em relação a árvore do distribuidor, motivo pelo qual a ligação entre essas duas peças não e fixa, mas sim realizada por meio de um simples e engenhoso conjunto de dois pesos e duas molas. Quando a árvore do distribuidor gira, todo conjunto gira como se fosse um só. Se a velocidade é pequena, os contrapesos são contidos pelas duas molas e não há variação na posição do excêntrico, mas se a velocidade aumenta, por efeito da força centrífuga, os contrapesos se deslocam, levando consigo o excêntrico que se desloca em relação a árvore do distribuidor, de modo a adiantar sua ação sobre os platinados e assim, adiantar também a centelha. Se a velocidade diminui, os contrapesos, livres da ação da força centrífuga, se retraem por ação das molas. AVANÇO A VÁCUO - O avanço a vácuo é um dispositivo de economia, que proporciona um avanço adicional da centelha em determinadas circunstâncias. Assim, quando o motor funciona com a borboleta do acelerador parcialmente aberta produz-se acentuada depressão no coletor de admissão e consequente decréscimo de compressão nos cilindros. Nessas condições, a queima da mistura é mais lenta e torna-se necessário um avanço adicional da centelha para que obtenha rendimento máximo. Esse avanço adicional se consegue por meio de um dispositivo comandado pela própria depressão do coletor de admissão e se constitui de uma câmara, dividida ao meio por um diafragma, ao qual se prende uma haste que tem a outra extremidade ligada a placa movel do ruptor. Uma parte da câmara é hermética, mas ligada a parte inferior do carburador por um tubo...tubo de vácuo. Assim, a depressão que tem lugar abaixo da borboleta, onde liga o tubo de vácuo, se comunica a câmara, onde também se encontra uma mola de recuperação. Quando a depressão atinge um determinado valor, o diafragma é forçado contra a ação da mola pela pressão atmosférica que atua na outra face e sua haste puxa o ruptor, de modo a adiantar a centelha.
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